VADIA & CORRETA

Vadia & Correta - Tentando encontrar um desequilíbrio sustentável



Sexta-feira, Novembro 24, 2006

Uma das melhores frases...

... que ví ultimamente foi "Orkut é Caras de pobre. Ninguém te conhece mas você tem a oportunidade única de todos saberem da sua vida".

Oportunidade única. De todos saberem da minha vida?
Uma ova , que a minha vida não interessa a ninguém. Enquanto isso, em convalecência, vou vendo a dos outros.

E fuxicando . perfis alheios você descobre que tem amigo teu em lista de conhecidos de gente que você pensa nunca ter visto. E que você nunca gostaria de ter visto ele, o amigo, na lista de quem você nunca viu.

E uma hora vai cair na real que, se você começa a ficar incomodado com lista de conhecidos de "orkuts alheios", alheiézimos, é porque, realmente, você tá precisando fazer mais contatos para almejar, pelo menos, uma capa de Caras. Pelo menos. Antes que apareça em uma daquelas manchetes anuais de revistas "de variedades/jornalísticas" de publicação semanal: 'Depressão atinge mais aqueles que acessam internet' , 'O perfil do internauta brasileiro'.

Senão acaba virando na National Geographic mesmo.



postado por: DANIELA DOMINGUES 12:38 AM


Quinta-feira, Novembro 09, 2006

Sobre Livros...e o poder de cura.

Uma das coisas boas dos livros, é que, quando você depara com algum bom em um momento mau, o teu momento mau passa.
Esquece.
Passa.

Lí alguma coisinha esse ano..mas não foi o quanto gostaria. Se bem que o ano ainda não acabou, e como vou ficar de molho uns dias, vou poder usar o tempo e ao invés de ficar olhando para o teto, ler mais.
Lí coisa boa e/ou coisa extremamente comercial.
Não estão todos aqui...mas queria comentar sobre estes...

Quando Nietsche Chorou [Irvin D. Yalon], por exemplo. Eu curtí e lí o livro, de algumas 300 páginas, em duas noites.
Gostei da leitura. Fácil, rápida. Tem por pretensão fazer você pensar nos seus sentimentos. Mesmo porque o autor , professor de psiquiatria, quer falar do que "entende", não é?
Empolgada fui para o mesmo autor, com A Cura de Schopenhauer.
Parecia o mesmo..."script", digamos assim.
Quando acabei, este segundo, foi como se os dois tivessem perdido o valor [embora eu tenha anotado algumas frases de efeito para usar como "quotes" eternamente]. Era como se fosse uma receita de bolo não de família, mas dado por qualquer um, sem a mínima ligação afetiva, em um programa culinário desses que aparecem faltando 10 minutos para o meio-dia. Daqueles que eles passam a receita e você procura mas não acha metade dos ingredientes.

Mas daí, por causa do teatro*, lí dois livros fininhos:
O Conto da Ilha Desconhecida, do Saramago e A Hora da Estrela, da Clarice Lispector.
E aprendí tanto. E pensei tanto. E a escrita deles, apesar de simples é tão cheia de ingredientes... aguça tanto o paladar.
É um arroz com feijão, um clássico, que todos deveriam esperimentar sempre, sempre, com tempero de mãe.

Isso é piegas?

Para fechar, um bem comercial e bom , ao meu ver: O Caçador de Pipas - Khaled Housseini, e chorei cântaros [até hoje, todos com quem falei, choraram].
Na verdade, é muiiito bom na primeira metade. E razoável no final. Mas a primeira metade...

A diferença dos escritos pelo psiquiatra para os últimos, é que há menos...elocubração. Mais história.
Porque eu tou falando isso tudo?
Definitivamente, não me acredito boa crítica.

Apenas acho que tou tentando ter mais história, menos elocubração.

Acho que tá na hora de aposentar o analista e me arriscar mais.Viver histórias que podem ser curtas, porém, com mais ingredientes. Até encontrar uma suficientemente envolvente, que venda, até onde tem que vender.

Ah! Enquanto isso, Cem Anos de Solidão - García Marquez e Os Irmãos Karamázov, Dostoievsky, insistem em não me deixar terminá-los. Vai ver, é porque eu tenho medo de histórias longas e cheias de detalhes.

postado por: DANIELA DOMINGUES 10:37 PM




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