VADIA & CORRETA - What's up, folks?
Como vai tudo por aqui?
Parado, hein?
Mas estou de volta. E com coisas para dizer.
Festas de Final de Ano e Coisas Relacionadas
Bom ano para aqueles a quem ainda não desejei.
Ouvi muita gente, em coro, dizer que 2004 não deixará saudades.
Acredito ter sorte, foi duro o meu 2004. Mas esteve bem longe de ser ruim.
A virada do ano significou, para mim, renovação. A minha "virada" começou, na verdade, dias antes.
Você pode pensar: "Para você e para o resto da população mundial!".
Não! É sério!
Escolhi me ouvir, tentar me conhecer e ser mais generosa comigo.
Aprendi a ficar só, e descobri-me uma companhia agradável.
Foi, pela primeira vez, de todos os finais de ano, época de balanço. Diria até mesmo crise existencial. Mas foi muito, muito proveitoso mesmo.
E todo o processo foi tranqüilo. Assim fiz que fosse.
As festas foram boas. Fui passar Natal com meus pais e passei o
Reveillón com outra família já muito querida.
Mas desejei, com o estourar dos fogos, que meu 2005 venha acompanhado de um silêncio pacificador, de serenidade para poder amadurecer.
Mas com muita coisa a comemorar!
Acho que tenho conseguido.[Mas ainda estamos no início do ano? Que importa?Vai ser assim o ano inteiro!]
EU & RECIPROCIDADE
Eu & Reciprocidade: são estas, respectivamente, as palavras de ordem para o ano de 2005.
Quando falo "EU", quero dizer EU. Em primeiro lugar. Sem abrir espaço [no primeiro lugar, deixando bem claro] para família, amigos, amores.
Não acredito que esteja sendo egoísta. Apenas resolvi sentir o gosto de estar em primeiro plano, depois de quase 30 anos.
Trouxe energia nova para dentro de casa.
Abri as janelas e deixei o vento levar a poeira assentada e trazer ventos húmidos do Sul, secos do Norte, notícias de todas as direções.
Quanto à reciprocidade, a palavra já diz tudo. Mas quero reciprocidade e equilíbrio.
Questionei o valor que dou às amizades e questionei quem chamo de amigo.
E, agora que aprendi, acredito que questionarei sempre.
Resolvi ser exigente com os outros, como sou comigo.
Meus dramas, são meus. Mas não são inferiores ao de outros.
Me dou o direito de ser ridícula como meus amigos são em dias de crise.
Confesso que meu chororô já chegou ao extremo, e nem todos são obrigados a gostar de drama tipo B, novela mexicana.
Sou dramática sim, muito. Demais!
Mas, se todos pegassem um espelho e ficassem se olhando quando falam de seus problemas, acredito, nunca chegariam até a metade da fala!
Portanto, exijo respeito.
Continuarei a oferecer um caldo quente, cheiroso, gostoso no dia mais tempestuoso, acompanhado de afagos no cabelo e colo, muito colo. [Fofíssimo, o meu colo!]
Mas sirvo também para uma balada boa, um choppinho no final de tarde, naquele boteco alí de esquina, onde o sol faz questão de nos iluminar antes de ir deitar.
Continuarei a escutar seus lamentos e dramas, mas antes disso, por favor, deixar o cheque caução, preenchido com muitas gargalhadas, alegria.
A seleção se tornou simples: entra e permanece quem tolera meu riso, minha alegria e meu êxtase.
Tudo na vida se resume à troca.
Amores servem para facilitar, não para complicar.
Amizades existem para adicionar e acompanhar: adicionar mais uma gargalhada, mais uma piada, mais um lugar pra conhecer e acompanhar as dores, tornando-as mais suportáveis.
O emprego é bom quando compensa, inclusive financeiramente.
O resto, é tudo por minha conta. Meu esforço, meu empenho.
postado por: DANIELA DOMINGUES 8:42 AM