VADIA & CORRETA

Vadia & Correta - Tentando encontrar um desequilíbrio sustentável



Segunda-feira, Janeiro 31, 2005

CORRETA - Clube de Leituras LLL - Crime & Castigo

O Clube de Leituras é uma iniciativa do Alexandre do Blog Liberal Libertário Libertino. Foi sugerido aos leitores daquele blog, me incluindo obviamente, que lessem Crime & Castigo do Dostoiévski, e que a partir de hoje, em seus blogs, através de comentários nos blogs daqueles que emitirem suas opiniões, ou através do fórum criado pelo Alexandre, todos discutissem a obra.

Abaixo a minha opinião. Clicando nos links, vocês poderão conhecer as opiniões dos outros que leram.


Crime & Castigo - Fiódor Dostoiévski [Se quiserem comprar o livro, vão até o LLL, de lá, entrem no submarino, assim o Alexandre leva uma porcentagem, ok?]

Através de descrições muito detalhadas, Dostoiévyski consegue que o leitor tenha uma noção quase realista do frio, fome e miséria de São Petesburgo por volta de 1870. Na verdade, não só do cenário, mas durante a leitura consegue-se incorporar um pouco de cada personagem, que são vários, todos com sua importância. [Eu gosto disso, de conseguir visualizar os locais, as pessoas...]

Raskolnikov, um estudante, a pretexto de roubar para financiar seu início de carreira, bem como dar melhores condições de vida à sua irmã e mãe, assassina uma usurária (agiota?) e a irmã dela, que o surpreende no momento do crime.

Ser Raskolnikov é planejar a morte de alguém a machadadas, é suar frio com o medo de ser descoberto e ter noites e dias inquietos de sono febril. É fechar o livro e ficar imaginando se é assim mesmo que um crime nasce, com pensamentos em dias vazios e mofados. É se sentir quase capaz de se imaginar fazendo o mesmo que o "herói" do livro.

Porfiry entra em cena para voltar a agitar um pouco a trama, como o único que desconfiou, e permaneceu assim durante toda a narrativa, da culpa do estudante.

Para mim Raskolnikov era alguém que se sentia enfadado com as conversas daqueles que o rodeavam, uma camada culta da sociedade, por assim dizer. Sentia-se superior a todos, e era a eles que queria atingir, com seu artigo publicado antes do crime.

Mais que desconfiar e de querer fazer o estudante se confessar, Porfiry nutre algum sentimento de admiração por Raskolnikov. Não o trata como um bandido ordinário, ao contrário, o trata como um igual: inteligente, perspicaz com a diferença de ter-se entregue à loucura que o mesmo Porfiry de certa maneira resistiu... ou, vendo de outra maneira, pode ser que apenas queira disputar o título de personagem mais sagaz.

Além da relação com Porfiry, me chamou muito a atenção a relação que o estudante tem com Sônia, filha de um funcionário que ele conhece em uma taberna (uma moça se prostitui para sustentar a família). Sônia é a única a quem ele tem coragem de confessar o crime e, eu acredito, no instante que o faz, não é confiança ou amor o que sente por ela. É apenas pelo fato de encontrar nela alguém de vida tão miserável quanto a dele e ainda assim, considerá-la inferior. [O que poderia uma prostituta dizer de um homem que matou uma mulher que não passava de um verme da sociedade?]

Influenciado pela forte presença da reiligião [o povo russo o é, no geral], o autor nos traz uma leitura que leva a questionamentos psicológios e de valores.
Até quando crenças, sentimentos e a moral de um homem suportam, quando a este, é imposta uma vida miserável, não apenas de bens materiais, mas de esperanças.

postado por: DANIELA DOMINGUES 2:10 PM


Sexta-feira, Janeiro 28, 2005

VADIA - A busca pelos pênis de Magé

Eu já comentei com alguns amigos que acho coisa muito tosca ver mulher brigando por causa de homem.

Realmente, sei que a situação anda cada vez pior para aquelas que procuram um parceiro, MAS ISSO AQUI, já é demais!

Estou atrasada, eu sei, mas esta eu não podia deixar de lado.

Colaboração do Fernando, amigo Toucheé

postado por: DANIELA DOMINGUES 2:48 PM


Terça-feira, Janeiro 18, 2005

VADIA & CORRETA - Mulher de um homen só & Clube de Leituras LLL

MULHER DE UM HOMEM SÓ - Alexandre Cruz Almeida

Se você for mulher, ouso dizer que conseguirá sentir, no estômago e no coração, todas as aflições, questionamentos e ansiedade da narradora, uma das personagens principais, em relação ao seu marido e sua [dele] melhor amiga.

É impressionante como, tentando se afastar, a narradora se funde cada vez mais e mais com a segunda personagem, que de início, parece ser uma ameaça à sua felicidade. Nesta fusão Alexandre consegue, com muita precisão, revelar características inatas à todas mulheres: tudo está lá dentro, mesmo que esteja adormecido.

O personagem masculino, como acontece na natureza, não existiria se não fosse parido e sustentado, linha a linha, por uma impressão feminina.

Mulher de Um Homem Só é, antes de mais nada, um romance que retrata a paixão em sua essência contraditória, feita de afeto desmedido e momentos de ódio e tormenta e de como a entrega de alguém pode incomodar.

O romance é de leitura rápida, com linguagem fácil, descomplicada.

Se puder, vá conhecer Júlia, Carla e Murilo!

* * *

Ele poderia estar roubando, ele poderia estar matando...

Outra coisa, o Alexandre vive de aulas de inglês e também do que escreve, com muita qualidade, no seu blog, que foge do estilo da maioria dos blogs diário [até mesmo como o meu].
Sempr houve alí do lado um bannerzinho que leva até o Liberal Libertário Libertino. Se não conhece ainda, está na hora!

Como assim, vive do que escreve se ainda não publicou o livro?
Simples! Se você for comprar algo no Submarino entre antes, por favor, no LLL.
Lá há um banner para o Submarino.
Quando você compra algo no Submarino, passando antes pelo LLL, o Alexandre recebe uma comissão pequena, pela divulgação

* * *

O Clube de Leituras



Como eu já falei alí em cima, o LLL foge do padrão comum de blogs. Um dos diferenciais são as discussões, via textos do autor e comentários dos leitores, sobre obras literárias. No final do ano houve uma pesquisa sobre os livros preferidos dos leitores do blog. O Resultado você pode ver aqui.

Depois disso, surgiu a idéia do Clube de Leituras.
Clica neste banner aqui abaixo para saber mais! E participe!

postado por: DANIELA DOMINGUES 9:27 AM


VADIA & CORRETA - What's up, folks?

Como vai tudo por aqui?
Parado, hein?
Mas estou de volta. E com coisas para dizer.

Festas de Final de Ano e Coisas Relacionadas
Bom ano para aqueles a quem ainda não desejei.
Ouvi muita gente, em coro, dizer que 2004 não deixará saudades.
Acredito ter sorte, foi duro o meu 2004. Mas esteve bem longe de ser ruim.

A virada do ano significou, para mim, renovação. A minha "virada" começou, na verdade, dias antes.
Você pode pensar: "Para você e para o resto da população mundial!".
Não! É sério!

Escolhi me ouvir, tentar me conhecer e ser mais generosa comigo.
Aprendi a ficar só, e descobri-me uma companhia agradável.
Foi, pela primeira vez, de todos os finais de ano, época de balanço. Diria até mesmo crise existencial. Mas foi muito, muito proveitoso mesmo.
E todo o processo foi tranqüilo. Assim fiz que fosse.

As festas foram boas. Fui passar Natal com meus pais e passei o Reveillón com outra família já muito querida.
Mas desejei, com o estourar dos fogos, que meu 2005 venha acompanhado de um silêncio pacificador, de serenidade para poder amadurecer.
Mas com muita coisa a comemorar!
Acho que tenho conseguido.[Mas ainda estamos no início do ano? Que importa?Vai ser assim o ano inteiro!]

EU & RECIPROCIDADE

Eu & Reciprocidade: são estas, respectivamente, as palavras de ordem para o ano de 2005.

Quando falo "EU", quero dizer EU. Em primeiro lugar. Sem abrir espaço [no primeiro lugar, deixando bem claro] para família, amigos, amores.
Não acredito que esteja sendo egoísta. Apenas resolvi sentir o gosto de estar em primeiro plano, depois de quase 30 anos.

Trouxe energia nova para dentro de casa.
Abri as janelas e deixei o vento levar a poeira assentada e trazer ventos húmidos do Sul, secos do Norte, notícias de todas as direções.

Quanto à reciprocidade, a palavra já diz tudo. Mas quero reciprocidade e equilíbrio.
Questionei o valor que dou às amizades e questionei quem chamo de amigo.
E, agora que aprendi, acredito que questionarei sempre.

Resolvi ser exigente com os outros, como sou comigo.
Meus dramas, são meus. Mas não são inferiores ao de outros.
Me dou o direito de ser ridícula como meus amigos são em dias de crise.
Confesso que meu chororô já chegou ao extremo, e nem todos são obrigados a gostar de drama tipo B, novela mexicana.
Sou dramática sim, muito. Demais!
Mas, se todos pegassem um espelho e ficassem se olhando quando falam de seus problemas, acredito, nunca chegariam até a metade da fala!
Portanto, exijo respeito.
Continuarei a oferecer um caldo quente, cheiroso, gostoso no dia mais tempestuoso, acompanhado de afagos no cabelo e colo, muito colo. [Fofíssimo, o meu colo!]
Mas sirvo também para uma balada boa, um choppinho no final de tarde, naquele boteco alí de esquina, onde o sol faz questão de nos iluminar antes de ir deitar.
Continuarei a escutar seus lamentos e dramas, mas antes disso, por favor, deixar o cheque caução, preenchido com muitas gargalhadas, alegria.
A seleção se tornou simples: entra e permanece quem tolera meu riso, minha alegria e meu êxtase.

Tudo na vida se resume à troca.
Amores servem para facilitar, não para complicar.
Amizades existem para adicionar e acompanhar: adicionar mais uma gargalhada, mais uma piada, mais um lugar pra conhecer e acompanhar as dores, tornando-as mais suportáveis.
O emprego é bom quando compensa, inclusive financeiramente.

O resto, é tudo por minha conta. Meu esforço, meu empenho.

postado por: DANIELA DOMINGUES 8:42 AM




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