VADIA & CORRETA

Vadia & Correta - Tentando encontrar um desequilíbrio sustentável



Quinta-feira, Dezembro 23, 2004

teste

postado por: DANIELA DOMINGUES 9:17 AM


Quarta-feira, Dezembro 22, 2004

VADIA & CORRETA - Balanço de final de ano.

Chama-se balanço porque vaiiii e vemmmm.
E balanço, quando não é aquele do parque infantil - que dava a sensação de liberdade pelo vento nos cabelos e pela altura que a cadeia alcançava, um vôo - geralmente causa enjôo.

postado por: DANIELA DOMINGUES 9:22 AM


Quinta-feira, Dezembro 09, 2004

VADIA - Andar de busão foda!

Eu estava bem "inclinada", como diria meu pai, a fazer dieta.
Quando se está dentro do ônibus lotado, na hora do rush-acompanhado-de-chuva, temos muito tempo para pensar.
E ônibus lotado, aquele cheiro todo de humanidade, com a humanidade toda lá dentro - você jura que não falta ninguém ali! - só pode inspirar pensamenos fraquinhos.

"Pensei", pela enésima vez na minha vida: "Amanhã não. Hoje!!! Chegando em casa será só saladinha. Dieta hoje!!!!" [Que convicção, hein?]

O ônibus chega ao ponto final, perto de um shopping. E você vê uma placa enorme e familiar [de outros cantos da cidade], indicando que agora a perdição está alí pertinho, no seu território:

"OUTBACK - INAUGURAÇÃO TERÇA-FEIRA 07/12/2004".

E conclui que andar de ônibus e ficar dando voltinhas pela cidade é foda, você fica tão quebrado que chega em casa sem forças para nada. Inclusive a de vontade.

postado por: DANIELA DOMINGUES 1:35 PM


Quarta-feira, Dezembro 01, 2004

VADIA & CORRETA - A plebe nem sempre é rude.

Cenário: Fila para entrar no banco privado pop.

A moça de bolsa cheia, tranquilamenta deposita seus materiais metálicos na caixinha para depositar materiais metálicos, para que possa passar sem travar a porta que detecta materiais metálicos. [Porta esta, segundo conversa de ponto-de-ônibus, entre faxineiras do estabelecimento, que travou quando uma moça tentou passar por ela com um brinquedinho de menina adulta, mas que não segurou as armas dos assaltantes da semana passada.]

A senhorita acaba de depositar seus badulaques na tal gavetinha [só o Diabo sabe o que pode conter a bolsa de uma mulher!] e se posiciona, segundo instruções do homem fardado, atrásda linha amarela.

Tléc. Toc, toc, toc.

Ela passa pela porta, para a felicidade da cidadã que estava atrás dela e já perdia a paciência.Prevenida, sabia como é difícil entrar no banco e tinha trazido apenas seu celular.

Eu também fiquei feliz, visto que eu também tinha pressa.[Fora o fato de pensar que tais portas servem apenas para atrasar o inevitável.]

A primeira segue pelo corredor tentando encaixar todos os trecos de volta em sua bolsa e deixa cair algo no chão. Para, se abaixa para pegar e a segunda, com seu jeitinho desesperadinho, não teve tempo para brecar e tromba no bode expiatório de sua impaciência:

- Mas será possível?!!! [rosnando]
- Será possível o que?
- Já não basta ficar entalada na porta tumultuando a vida dos outros ainda fica parada aí feito estátua?
- .... ... .... ......
- Você não vai dizer nada?!!!!!!
- ... ...
- Mas é folgada mesmo, nem desculpa pede!
- Você quer que eu peça desculpas, ou que pelo menos me justifique dizendo alguma coisa? [A moça estabanada fala placidamente. E todo mundo sabe que brigar com alguém que está calmo é de dar nó nas tripas!!!!]
- Mas é lógico!
- Então, me desculpe por qualquer coisa que tenha feito para piorar o seu dia, que evidentemente já veio estragado desde o lado de fora deste banco.
E no mais, acho que Yoga te faria bem. Boa tarde!

Um motoboy passa, pega o que havia caído no chão, entrega para a dona e complementa a gentileza com um: "Mandou beeeem!!!"

Barraco desfeito. Que pena! A vida na fila de banco fica sem graça quando gente fina se mete no meio da plebe.

postado por: DANIELA DOMINGUES 9:31 AM




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