Vadia & Correta - Tentando encontrar um desequilíbrio sustentável
Quarta-feira, Setembro 29, 2004
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VADIA & CORRETA - Jabá: Uma dupla quase "AMÔMIMA" e a menina que já não é faz tempo.
Sim, ando sem saco para escrever.
Porém, quero falar que nos últimos dias...
1º) A PAULA do EPINION tem se superado, a cada um deles.
Eu precisava comentar isso.Vai lá e confere os últimos posts, tenho certeza que não haverá arrependimento.
A Casa do Mago , em 5 posts: 1, 2, 3, 4 e 5 & Uma grande invenção:aqui
2º) Tem uma dupla nova [e muito querida da minha parte] com blog novo no cyber space.
[A partir daqui, você lê em voz alta, imitando a voz do locutor das chamadas dos filmes que são exibidos da Rede Globo.]
Você pode conferir o essa dupla "Do Barulho" escreve no "Mais novo Blog do Pedaço!!!" em Ginger & Bridget .
postado por: DANIELA DOMINGUES 4:36 PM
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Sexta-feira, Setembro 24, 2004
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VADIA & CORRETA - Jabá: Fábio Camargo...calma, nada a ver com a Wanessa ou com o Zezé.
Mais conhecido no meio foffyz como Delícia de Homem ou Fabião, esse moço ficou sumido uns bons dias, por conta de muito trabalho.
Quem deixou emprego estável para se arriscar com a própria empresa sabe que só o olho do dono [ou dos donos, pois ele tem sócios] e trabalho [muito trabalho!] é que engordará as vaquinhas futuramente.
E aqui já começa a aparecer o resultado.
Para quem não sabe, a Meio & Mensagem é a revista que circula entre os profissionais de Marketing, Publicidade e Mídias.
Eu, que sou uma menina modestamente esperta, e que já conhecia o Fabião em momentos "não bebedeira" e de papos "muito cabeça", tenho certeza que SÓ por enquanto é apenas uma nota, falando de uma campanha.
Amanhã ou depois, ele vai ser a capa!
Ai, ai! E lá vai ele para a Ilha de Caras, que é a cara dele!
[preparada para apanhar!]
postado por: DANIELA DOMINGUES 11:53 AM
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Quarta-feira, Setembro 22, 2004
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VADIA & CORRETA - Imediatismos. [2]
Eu sempre quis falar a respeito da busca desenfreada por um amor.
Da solidão que antes afetava pessoas mais velhas, mas que hoje é crescente entre pessoas na faixa dos 30 anos.
Mas isso engloba tanta coisa, sabe?
Eu escrevo, apago, escrevo, apago, escrevo... e nunca consigo desenrolar meus pensamentos de forma satisfatória.E sei que não vou conseguir, de novo, agora.
Revolução sexual. Mudança de comportamentos e papéis desempenhados por homens e mulheres. Medo de violência. Correria profissional. Correria do dia-a-dia. Baladas. Produtos oferecidos.
Tudo gira tão rápido ...
Antes, se um casal se conhecia e combinava de sair uma primeira vez, e se esse primeiro encontro fosse uma caca, mesmo assim, marcavam um segundo, um terceiro. Tiravam a prova. Averiguavam se não foi o nervosismo e ansiedade do primeiro encontro que zangou tudo....
Hoje as pessoas não se dão tempo.
Ora, se não teve graça a saída de ontem à noite, hoje de manhã já posso acessar a internet e notar que há milhares de pessoas interessantíssimas - mesmo que o adjetivo "interessantíssima" dure apenas cinco minutos, um encontro, o primeiro bocejo.
E assim, a vida vai se fazendo aos soluços. Não há aquela respiração profunda que enche todo o pulmão. Só os soluços.
Produtos :Não gostei dessa bolacha. Não há problemas, tem outra marca logo alí, na mesma prateleira. Nossos pretendentes são apenas mais um produto a ser consumido.
Culpamos nossa falta de sorte, culpamos os homens e mulheres cafajestes, e na semana que vem, já nos envolveremos com outros iguais, no mesmo perfil.
Porque? Porque continuamos iguais também.
E como tudo passa tão rápido, aprendemos a viver pela metade, sentir pela metade, querer a cara-metade.
E a questão está aí. As pessoas não vêm às metades.
Somos pacotinhos completos [alguns malinhas, outros containerzinhos...mas todos, cheios até a tampa], que podem ter sofrido alguns arranhões no transporte, que podem ter tido seu conteúdo um pouco alterado por conta da exposição ao sol, ao calor... ou às noites frias.
Com a onda do "consumir imediatamente", esquecemos de saborear o que a vida nos oferece.
As pessoas, mais do que não se darem tempo, TÊM MEDO de se darem a conhecer.
Nos acostumamos a pedir tudo pelo número, como quando vamos pedir sanduíches.
Mas de repente a gente descobre, que apesar do mundo investir contra, as pessoas ainda não vêm em promoções.
Há sempre ingredientes surpresa.
E o medo de engasgar é tanto que acabamos nos esquecendo, com o tempo, que só vai saber se o novo molho é bom, quem experimentar. Viramos crianças mimadas que querem a batata frita imediatamente, que não experimentam o legume novo, mesmo se a mamãe disser que pode ser saudável, que vai deixar forte, que vai fazer bem.
Amar, é alimento, do mais simples que existe.
Para saborear qualquer refeição é preciso tempo e tranqüilidade. Ningúem aproveita o prato francês feito pelo melhor Chef do mundo, se estiver no meio de gente gritando, ouvindo músicas de ritmos diferentes.
E é assim também com o amor, eu penso. Eu senti.
Não adianta ficar enfiando promoção goela abaixo. Não sacia a fome, e ainda deixa aquela sensação de "empanturramento", dá azia.
No caso do amor, o ambiente deve estar iluminado e sereno.
A música deve ser do seu agrado. Se rock, clássica ou axé, não importa. Desde que tenha a capacidade de acalmar.
E a fome pode ser muita, mas não pode haver a sensação de ser a última refeição, de desespero.
Se não for assim, se você ainda não estiver completo, sereno, esqueça.
Estar afoito serve apenas para a hora da sobremesa.
"Tudo em nosso mundo moderno é planejado para nos proteger do contato verdadeiro. O mais perto que chegamos dele são os encontrões no metrô indo para o trabalho na hora do rush. Durante todo o dia, nas nossas mesas, falamos com as máscaras profissionais dos outros, resguardados da conversa franca por nossos ternos, cargos e relações hierárquicas. E quando voltamos para casa? Podemos encomendar nossa comida, receber nossa diversão de uma caixa, pagar nossas contas por telefone e então, antes de dormir, nos conectarmos e nos reinventarmos na internet, compartilhando fantasias em salas de bate-papo com pessoas que nunca vamos ver e fingindo que isso é intimidade, contato. Não é."
Jake & Mimi - Frank Baldwin
postado por: DANIELA DOMINGUES 3:48 PM
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Terça-feira, Setembro 14, 2004
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VADIA & CORRETA - Jabá
Já falei do Rafa aqui antes, na ocasião do lançamento de um livro de tirinhas que tinha trabalho dele e de outros cartunistas.
Hoje tem outro lançamento de um trabalho do qual ele também participa e pelo qual até ganhou uma medalha, que lhe foi entregue pelas mãos de ninguém menos que Maurício de Sousa, o que o deixou muito emocionado e pimpão*. E nós, os amigos que conhecemos seu trabalho, ficamos pimpões juntos.
Então, não perca o lançamento, HOJE, de ENGLISH LAND - A Terra do Inglês : "O projeto consiste numa série de livros em quadrinhos com a intenção de auxiliar o aprendizado da língua inglesa para crianças. O primeiro da série estará, em breve, nas principais livrarias do país."
Quando?
Hoje, 14/09/2004 às 19:00h.
Onde?
Centro Cultural Bela Vista [Lino Jardim]
Rua Lino Jardim, 575
Vila Bastos - Santo André [próx. à Pizzaria Jóia]
*pimpão: um jeito FOFO de estar orgulhoso! Risos*
Porque Rafa é O fofo! A turma sabe do que falo!
postado por: DANIELA DOMINGUES 10:42 AM
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Segunda-feira, Setembro 13, 2004
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VADIA & CORRETA - Imediatismos.[1]
Sempre essa palavra - IMEDIATISMO - surge na minha conversa com as minhas amigas, e com os meninos também.
Quase sempre, sempre por conta dos relacionamentos amorosos.
Sempre quis falar disso. E nunca encontrei palavras, acho que nunca tentei realmente colocar no papel [ou no word] o que eu penso, sinto, porque é algo que mexe muito comigo.
Mas antes de falar do imediatismo nos relacionamentos amorosos atuais, quero falar daquele que maltrata os moradores de cidades grandes e se você mora em uma, como eu, vai entender.
A correria é tanta, a neura de se resguardar é tanta, que esquecemos de olhar para os lados. Nos lembramos de ter o emprego, de acordar cedo e de cumprimentar o porteiro.
Nos damos conta que a padaria da esquina fechou apenas meses depois e que não, não foi ontem que o Felipe do 8º, pulando na piscina, mesmo com os berros estridentes de aviso da sua mãe, acabou quebrando o braço.
Perguntamos um "Olá, como vai?", mas não paramos para realmente ouvir a resposta.
Porque saímos cedo demais de casa e chegamos tarde demais, cansados demais.
Porque nos finais de semana, estamos exaustos e a padaria nem era tão boa assim que valesse à pena sair de debaixo do cobertor e comprar um pão lá.
Porque o Felipe é um menino lindo e engraçadinho, mas você nunca freqüenta a piscina... afinal, não tem filhos e isso faz com que a área comum do prédio, para você, se resuma à portaria e ao hall do seu andar, onde tem o único contato com os vizinhos, por conta do elevador.
E foi assim, saindo do elevador, que eu parei para falar com a minha vizinha, que não via há algum tempo.
Perguntei sobre o marido dela, que dias atrás tinha ficado internado, com uma forte pneumonia - fumante incorrigível que era, a recuperação foi lenta.
Há quase um mês, respondeu ela, falecido.
Fiquei naquela situação constrangedora, daquele tipo em que a gente se pune por ter aberto a boca.
Mas, fiquei muito mais chateada por ser uma vizinha de porta...não era de outro andar, não. Mora alí, do lado.
Ela ainda disse que quando ele passou mal, não se lembrou de me chamar... mas que era para eu visitá-la, para colocarmos em prática nosso plano de caminhar juntas.
E a única coisa que eu sei do Sr. Álvaro, até hoje, é que ele gostava de passear pela manhã, mesmo com dificuldades em andar, sendo amparado pela bengala em uma das mãos, e na outra, pelo cigarro que debilitou sua saúde, mas o acompanhou até o final.
postado por: DANIELA DOMINGUES 9:07 AM
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Sexta-feira, Setembro 03, 2004
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VADIA & CORRETA - A quem for de interesse.
Hoje estou num daqueles dias impossíveis. Daqueles que só de andar de busão [há uma diferença enorme entre busão e ônibus] e ser jogada de um lado pro outro, começo a rir de bobeira.
Fecho os olhos e me imagino num tobogã.
Feliz, feliz.
Risonha, risada, impossível sem ter razão.
Acordei assim e pretendo continuar assim até ir dormir.
Sei lá se foi o sol. Acho que colaborou. Mas não só...porque a previsão é de chuva. E eu não tem aí. Tou feliz.
Ah, e antes que comecem a querer achar interpretações, metáforas...tou falando de fenômenos meteorológicos mesmo.
Nada a ver com paixões ou ouriço. Nada, nada. O que é muito bom. Porque sou só eu por mim mesma.
Ah! E a inquietação boa.
postado por: DANIELA DOMINGUES 4:01 PM
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VADIA & CORRETA - Nova série: "Eu gosto disso".
*** Noites de lua clara.
Gosto dessas noites, como as três últimas que aconteceram aqui em São Paulo.
Embora eu adore o frio, essas noites de calorzinho agradável em meio às ondas gélidas que vêm do Sul, são muito bonitas.
Gosto daquele céu azul, gosto de ser banhada pela luz branca da lua, que de tão linda - que de tão, tão linda! - chega a ser ignorante.
Mesmo que não dê para ver as estrelas por conta da claridade, eu gosto.
Gosto de ver as pessoas que saem para brindar as noites claras e mornas.
Quando eu era adolescente, curtia noites assim - na verdade, curtia quase todas as noites - no banco da praça da minha cidade.
Eu tenho três amigos: A Aryanne, o Felipe e o Fernando [que são irmãos], com eles eu formava o quarteto fixo de banco de praça. Mas recebíamos convidados que não tinham paciência para aquilo sempre.
Em dias de lua como ontem penso muitíssimo neles, no violão tocado pelo Felipe, na nossa falta de grana que nos fazia cair naquela rotina.
Quando não estava na praça, estava na janelona do meu quarto. Em frente à casa dos meus pais existe um grupo escolar, onde estudei. E no pátio, umas árvores enorrrmes!
O verde das árvores e a claridade da lua eram acentuados pelos olhos da adolescente, provavelmente apaixonada.
E quando não queria ficar na janela, eu puxava a cama para perto dela, dormia com a luz da lua no meu rosto. Ia me ajeitando na cama a medida que a luz "andava"... até adormecer.
Acho a noite clara algo realmente fascinante.
As pessoas saem, se divertem, se beijam, cantam, dançam, bebem...estrapaloam no que há de ruim, mas a maioria, no que há de bom.
Sorridentes, não têm problemas. Nenhuma delas.
E na manhã seguinte vão olhar os cheques que emitiram, o cartões de crédito que estouraram. Vão reclamar e dizer que não deveriam ter gasto tanto!
Enfeitiçados, nunca vão lembrar de culpar a noite e a lua, pelos seus exageros, não somente os financeiros.
postado por: DANIELA DOMINGUES 10:15 AM
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Quarta-feira, Setembro 01, 2004
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VADIA & CORRETA - Da série: "Eu não curto nem um pouco". [2]
*** Livros psicografados e/ou auto-ajuda.
1) Se não teve competência para escrever um livro em vida, não me venha ficar dando pitacos na vida alheia depois que passou dessa para melhor. Assim é fácil...se o pessoal num gostar do livro, vai xingar "a autora" [ou um dos seus parentes médiuns-autores também] e ele [o espírito] vai continuar na boa, "se fazendo de morto".
[Se fazer de morto, sacou? ... Sei que a piadinha é infame mas eu achei legal. E pronto!]
Não é porque atravessou um túnel de luz que pode ficar dando "lições de vida". Morto bom, é morto quieto!
***
Olha só, aos Kardecistas de plantão, nada contra vocês. Pelo contrário, eu até acredito em outras vidas e acredito que os que estão em outro "plano" ou qualquer que seja o nome disso, possam colaborar com o todo.
postado por: DANIELA DOMINGUES 11:29 AM
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