VADIA & CORRETA

Vadia & Correta - Tentando encontrar um desequilíbrio sustentável



Sexta-feira, Abril 30, 2004

Vadia & Correta - Eles vão ter que correr para não se atrasarem mais. Mas vão querer?

Ando atrasada com a leitura dos blogs por aí.
Hoje entrei no Teoria do Conceito, que já tinha ganhado um link alí do lado esquerdo.

Mr. Gaudério pergunta no seu último post [o do dia 27/04/04, alguém me ensine a linkar o arquivo ao invés da página inicial, para quando as pessoas clicarem, serem levadas para o post correto, mesmo daqui a algum tempo, por favor?]: "O QUE AS MULHERES QUEREM?"

Eu já queria, em outra ocasião, citar um dos posts do moço aqui. Não o fiz por tempo [falta dele, vontade de não usá-lo, preguiça, whatever!]. Mas achei que meu último post, ou melhor, o que pensava quando escrevi meu último post, pode se ligar um pouquinho ao que ele falou no dele.

Vai lá, e confere o que ele disse.

Gaudz, quero falar mais disso. Vou dar uma resposta, aqui.
Mas é muita coisa na minha caixola e você nem imagina como o tema levantado por você [e por mim, querendo ou não] tem me atormentado ultimamente. Me cobra, por favor.

postado por: DANIELA DOMINGUES 11:51 AM


Quinta-feira, Abril 29, 2004

Correta - Toda Correta tem fantasias Vadias

Incentivada por uma amiga, passou numa sex shop. Não teve coragem de partir para as estampas de oncinha ou tigradas. Resolveu começar leve. O passo que daria já causaria surpresa suficiente no marido.

Quando ele chegou em casa, já passava da 1h da manhã. Quando viu a esposa apoiada no portal que dividia a sala do corredor dos quartos riu, nervosamente, do rosa-shock-puta da camisola especial. Abraçou a esposa, disse que a surpresa foi hilária, que ela era divertida demais: "Vou tomar uma ducha, e já volto".

Ela se empolgou, pensou em dividir o box do banheiro. Amor molhado & molhado: excelente início de noite, mesmo sabendo que aquilo renderia sono no trabalho. Tocou a fechadura, o banheiro estava trancado.

Deitou-se para esperar. Cansou de esperar.

O marido certificou-se que a barra estava limpa. Ficou deitado em posição fetal, acordado, durante quase duas horas, tomando cuidado para não esbarrar e acordar a esposa, honrada mãe de seus futuros filhos.

Pensou na melhor maneira de conversar, sem ferir os sentimentos, na manhã seguinte. "Aquela cor não combinou muito com você". "Desculpe, mas ontem a reunião foi muito estressante. Mas hoje chego mais cedo e vamos jantar num restaurante indiano, que tal? Ambiente romântico, à luz de velas".

Conformada, ela decidiu dormir. Logo cedo, as emoções que não teve na cama, teria no trabalho.

Chegou em casa, o marido já a esperava. Tomou um banho rápido. Arrumada, elegante e perfumada, rumo ao restaurante, que não tinha velas, mas apresentava comidas afrodisíacas para todos os paladares, sentiu-se entediada.

Em casa, ainda dançaram juntos ao som da Alpha FM. Meloso que só!

Que só. Que só...

Aceitou o carinho do marido... Sempre tão gentil! Mas em sua ducha, que não era solitária porque o ronco dele invadia o banheiro, masturbou-se pensando em puxões de cabelo, e na pegada mais forte de Benício Del Toro.

Separando as roupas para já adiantar o serviço da empregada, riu quando viu a mancha cor-de-rosa-shock-puta na camisa que ele havia usado na noite anterior, na reunião.

Resolveu pensar nos filhos que vai ter.

postado por: DANIELA DOMINGUES 12:26 PM


Quinta-feira, Abril 22, 2004

Vadia - Adoro brincar, mesmo com turma desconhecida!

Vi isto no Jesus Me Chicoteia

- Pegue o livro mais próximo de você.
- Abra o livro na página 23.
- Ache a quinta frase.
- Poste o texto em seu blog junto com estas instruções.

Mas isso não se manifestaria algum tempo depois?

(Lolita, Vladimir Nabokov, Tradução de Jorio Dauster)

Faz lá no seu também! E acrescento, se não tiver blog, coloca aqui nos comments.

postado por: DANIELA DOMINGUES 12:35 PM


Segunda-feira, Abril 19, 2004

Vadia&Correta - Sétimo Dia

Foi despertado pelo celular às 2:47 da manhã.
Como sempre, em um segundo já estava de pé e com sua maleta de maquiagens pronta.
Tinha até as nove da manhã para executar o serviço, que era fácil e rápido para ele.
Mas, perfeccionista, preferiu sair na mesma hora que a família rica o chamou, para ter tempo se caso algo fora do previsto acontecesse.

Há sete anos deixou o salão em que trabalhava e foi maquiar os defuntos.
Gostava muito de gente, mas não do que escutava no salão. Gostava de gente, morta.

O melhor no que fazia, ficou conhecido ainda quando trabalhava no salão de beleza, localizado no bairro nobre da cidade, maquiando gente ainda viva, ou que fingia estar.
Desde que saiu do salão, repassava todo o dinheiro recebido para sua poupança, que já estava farta. Ele nunca usou nada. Não via necessidade de muito para viver.

Zumbi.

Naquela madrugada, se encantou com o sorriso da moça que maquiava. Devia ter seus 30 e poucos anos, como ele. Algumas poucas rugas. Os parentes e amigos mais próximos que chegavam para o velório comentavam uma, ou outra, passagem envolvendo a vida da morta.

Ouviu palavras inconformadas de quem não entendia como uma moça linda, rica, amada e feliz, podia estar indo para qualquer outro lugar tão jovem, tão repentinamente. E principalmente, deixando os outros para trás.

Começou a fazer seu trabalho. Começou pelas mãos. Depois, vestiu nela a roupa que a mãe tinha escolhido para enterrá-la. Tinha cores vivas. Enrubesceu sua face, umedeceu a boca e aplicou um pouco de batom. A mãe, quando viu a filha, chorou por vê-la tão bem. A situação não combinava com o que via.

Ficou até a saída do cortejo, como sempre fazia.

Chegando no corredor do seu andar, ouviu o telefone tocar. Não se apressou.

Amigos o chamavam para um chopp, estavam preocupados com o vício dele pelo trabalho.
Aquele que se encarregou da ligação comentou, na brincadeira, que de tanto se dedicar a deixar os mortos mais vivos, começava a ficar pálido e logo seus lábios ficariam roxos.

Correspondeu a algumas piadas do amigo. Declinou o convite educadamente, mas disse que preferia dormir, afinal, tinha saído para o trabalho no meio da madrugada.

Tomou um banho. Vestiu uma roupa que gostava.

Olhou para a sua maleta de trabalho, e por um instante, um só, pensou em jogá-la fora.
Ao invés disso, pegou-a, enrubesceu sua face, umedeceu os lábios, aplicou um pouco de batom.
Deixou os olhos brilhando por fora, como estavam dentro.
Olhou no espelho, ensaiou um sorriso. Encantado.

Deitou na cama, para acabar de se maquiar.

postado por: DANIELA DOMINGUES 5:06 PM


Quarta-feira, Abril 14, 2004

VADIA - Post cheio de sentidos, ou sem nenhum. Menina POLIvalente, ou não.*pisc*

A cada dia que passa, o que li no livro O Cabotino, de Paulo Polzonoff, faz mais sentido: Escrever é coisa séria! Exige trabalho e dedicação, muito menos inspiração.

[Mas ao contrário do que ele recomenda, não desisto de tentar! Leia o livro, que vai entender.]

Estou desde ontem tentando escrever algo em resposta a uma crônica que recebi por e-mail.
Por questão de privacidade, não falo o nome do autor e da obra.
Tudo que escrevi, achei que ficou uma caquinha!

A crônica foi escrita para um concurso. Foi uma das escolhidas e será apresentada ao público, juntamente com as outras 49, no lançamento do livro Crônicas: São Paulo 450 anos, que acontecerá no próximo dia 16, na Bienal do Livro (veja o post anterior a este).



Acabei escrevendo algo, sem pretensão de ser chamado de crônica.
[São Paulo é muito grande para visão, ainda, tão minúscula como a minha.]

Mas é uma resposta a quem, dizia o e-mail, tentou se mostrar.

[Num entendeu nada? O recado tem destino certo!]

[Ficou curioso? Vai, compra o livro, e procura em meio a 50 crônicas uma que possa dar sentido ao que vem logo em seguida.]

Os trechos em itálico foram roubados totalmente, ou parcialmente, da crônica enviada a mim.

Cinco sentidos que não bastam para tudo.

O despertador toca e, seguindo meu ritual dos dias úteis, me levanto, vou ao banheiro, volto mole para a cama, e peço mais 30 minutos ao relógio. 30 minutos que invariavelmente se tornarão 40 ou mais, me fazendo levantar correndo, atrasada.

Abro o chuveiro, tomo meu banho rápido. Saio correndo para o metrô, mas ainda não estou acordada.

Apesar de não suportar o empurra-empurra (pessoas hoje em dia têm tremenda dificuldade em usar o "por favor" e "com licença"), gosto de observar os vários rostos.Gosto de sentar do lado esquerdo do vagão. Quando há sol, fecho os olhos e me deixo tocar por ele. Mas prefiro a cidade sendo lavada pela chuva, de como os arranha-céus ficam escondidos no meio da cortina branca.

Cada estação que passa recebe um tipo determinado de gente, embora, ao mesmo tempo, tenha de todos os tipos.

Faço cara feia para o bando de adolescentes que cortam a cidade rumo à Aclimação, para o curso pré-vestibular. Suas risadas altas, gritaria mesmo, são o único barulho que me incomoda - atrapalham que eu identifique todos os outros: sirenes, o freio do metrô, o beijo do casal ao lado, o choro da criança de colo e as observações daquela maior, que já nasceu indo para a escola, sob os olhos atentos da mãe, que após se separar dela, vai ter um dia corrido como o meu.

Divido meu espaço no balcão da lanchonete com gente engravatada e uniformizada. Os que chegam para começar seus dias e os que terminaram.

Já no ônibus, descubro novos cafés e livrarias que quero conhecer de perto.

Caminho um pouco e chego ao trabalho. O que acontece na minha sala, no meu canto, não é diferente do que acontece em tantos, seu ou deles.

Subo, exatamente como na noite anterior, após expediente, a Rebouças dentro do ônibus lotado. Hora do Rush. Entre uma página e outra do livro, ergo a cabeça para admirar as vitrines das lojas que possuem o sofá que minha nova sala, um dia, vai receber.E também há as vitrines com os vestidos de noiva e de festas, em geral. O luxo do lado de dentro das vitrines contrasta com o terno surrado que um dos manobristas usa.

O consumo se mistura com os desejos.

Cada um que vem de fora de São Paulo vem cheio de desejos. Sorrio ao lembrar dos que me moveram até aqui.
O meu maior, foi a variedade.

Adoro a Paulista de luzes noturnas.

Divirto-me ao ler anúncios nada ortodoxos colados no telefone público que fica bem em frente à porta de uma igreja. Ignoro a companhia pontual e paga, e deixo que as luzes novamente sejam minhas parceiras na viagem ótica pelos cartazes, outdoors, cores.

Os tropeços da calçada mal conservada me fazem olhar mais abaixo, vendo uma mão estendida e pernas com feridas à mostra.
Caminho pelo centro financeiro, cobiço livros, peças de teatro, toda a agenda cultural que não cabe no meu bolso.
Penso no cinema alternativo ali da Augusta, mas as luzes não podem entrar na sala escura comigo.

Vou caçar outro programa, provavelmente o Centro Cultural São Paulo vai me acolher novamente: qualidade sem preço.

A única coisa que me queixo é do metrô não funcionar durante toda a noite.

Sinto não conhecer tanto, e assim, não poder admirar cada edifício ou ponte erguidos, a poesia escrita para cada uma de suas esquinas . Os cinco sentidos que possuo, insuficientes, se multiplicam em cada encontro com outros seres, na cidade dos plurais.
E crescem proporcionalmente ao anonimato que a cidade proporciona, ao que permitimos sentir.

A cidade 24 horas pede e toma tempo. Meus dias são curtos demais para explorar cada alternativa, cada tipo de gente que a cidade que em que escolhemos viver oferece.

postado por: DANIELA DOMINGUES 2:39 PM


CORRETA - Divulgação: 18ª Bienal do Livro

Começa amanhã, em São Paulo, a 18ª Bienal do Livro.
Ontem fiquei sabendo através de um telejornal que a Bienal do Livro de São Paulo é a 3ª maior do mundo, perdendo apenas para a de Frankfurt e uma que acontece nos EUA (não lembro em que cidade exatamente).
E, dia desses, fiquei sabendo através do Grego que a média de leitura do brasileiro é de 1,5 Livro/ano, contra a média de 5 Livros/ano por Argentino.

Não é antagônico ter a 3ª maior feira de livros do mundo num país que a média de leitura é tão baixa?
De qualquer maneira, se puder, vai lá!
E se não puder comprar nada, tenta uma biblioteca. Acredite ou não, elas ainda existem!

postado por: DANIELA DOMINGUES 1:43 PM


Terça-feira, Abril 13, 2004

VADIA - Minhas drogas
Paixões
Rompantes de demonstrações de carinho desmedido
Gargalhadas escancaradas e escandalosas
O violão na praça da cidade do interior
As brigas com a professora de matemática
A rebeldia sem causa
As brigas e bate-bocas, a vontade de matar aquele vendedor ou o sujeito do serviço de suporte que preciso urgentemente
Minhas crises de carência ou surtos de tesão incontrolável

Tudo isso, quero sentir na veia. Sem alucinógenos, porque doida, já sou de sangue.
Sem droga alguma, legal ou ilegal, que possa amenizar ou camuflar qualquer sensação.
Porque não preciso. Porque sempre voei e viajei podendo registrar em fotos tudo.
Mas me valho mesmo é da minha memória, que nem sempre é boa, mas guarda o que é preciso sentir e ressentir.

CORRETA - A veia
Só abro exceção para quando a dor for muita e insuportável e irremediável, irreversível.
Nessa hora, pode me pegar no teu colo: morfina.

postado por: DANIELA DOMINGUES 8:42 AM


Terça-feira, Abril 06, 2004

VADIA & CORRETA - Contrapartida

Você me roubou o beijo que era para ser doce.
Naquela noite, outra boca, não a sua, sentiu o gosto da minha saliva.
Não foi o esperado, o sonhado. Mas foi bom, sim.
Resolvi liberar teu espírito. Não te quero mais como fantasma de minha estimação.
Vai embora. A tua mão no meu ombro, faz minha alma ter frio.
Vai, que dói saber que é apenas fantasma, que nunca existiu.
Vai antes que pensem que estou louca por ter te criado e deixado tomar vida aqui dentro.
Vai embora, antes que acabe por enrijecer também meu coração.

postado por: DANIELA DOMINGUES 8:49 PM


Segunda-feira, Abril 05, 2004

VADIA & CORRETA - Vontade

Jantares à luz de velas, vinho forte em corpo fraco.
Ducha e roupão cheirando a amaciante. Cabelo cheirando xampú.
Cheiro de café. Sol lá fora. Passeio no parque ou preguiça na cama.
Dentes escovados, bocas prontas.
Chupada gostosa, mordida idem. Língua safada.
Banho, sabonete, corpo que esfrega corpo.

Pipoca de microondas [só para não ter que lavar panela], vídeo, colchão no chão, edredon ou lençol, pausa para o telefone, babada no peito, acordar assustado, telefone fora do gancho, voltar ao filme depois do amasso, mais pipoca, coca-cola ou leite com café, pausa para uma ducha, colo, mão na mão. Mãos...

Leitura do livro, jornal - coisa imunda - na cama não!
Cheiro de café. Sol lá fora. Passeio no parque ou preguiça na cama.
Dentes escovados, bocas prontas para outras.
Cabelo na cara, peitos na cara, cara na cara.
Coisas...


[Entre por essa porta agora, e diga que me adora, você tem meia hora para mudar a minha vida... Adriana Calcanhoto]

postado por: DANIELA DOMINGUES 2:22 PM


Quinta-feira, Abril 01, 2004

VADIA - Lolita

Alguns blogs comentaram sobre estupro dias atrás (depois pesquiso e coloco aqui), eu quero falar sobre pedofilia.

No livro Lolita , de Vladimir Nabokov, a personagem principal, Sr. Humbert Humbert, conta em seu diário seus desejos pela ninfeta de 12 anos de idade, Lolita.

ninfeta (ê). [De ninf(o)- + -eta (ê).] S. f. 1. Menina púbere voltada para o sexo e/ou que desperta desejo sexual.

Sou totalmente contra a pedofilia. Totalmente contra.

Mas não posso negar que à medida que leio o livro, muito sensual e rico em detalhes, muitas das situações me deixam extremamente excitada. E aposto que deixaria muitos de vocês também!

O grande mérito do autor é este. Ele consegue nos enternecer de tal maneira, que chegamos quase a sermos cúmplices dos abusos por ele cometidos. Viramos confidentes, amigos que querem saber os detalhes de tudo!

Mas aposto que se ligássemos a TV em um jornal qualquer e víssemos uma notícia curta, relatando o mesmo tipo de situações que o livro retrata (tendo um professor trintão, obcecado por uma menina de doze), ficaríamos indignados de imediato.

Mas, quando será que uma "criança" é considerada capaz de entender certos desejos, os que ela sente, os que ela causa?

Um adulto pode ser considerado pedófilo caso mantenha relações com uma criança.
Mas a mesma criança pode ter relações com outra (no caso de dois pré-adolescentes, por exemplo).

[Eu chegaria, querido, com minha saia acima dos joelhos, correria pela casa chupando um pirulito bem doce e vermelho. Jogaria longe os sapatos, sentaria no seu colo e tiraria das suas mãos o jornal. Gostaria que me lesse uma história e que, entre uma frase e outra, me falasse para sossegar. Que pousasse sua mão em minha coxa, e talvez, até que me repreendesse pelos meus maus modos. A menina colegial rebelde, agora tem as coxas à mostra.]

postado por: DANIELA DOMINGUES 11:07 AM


CORRETA - Quem manda aqui sou eu!

Acho engraçado que políticos e funcionários do serviço público, no geral, sejam tratados como superiores.
No caso daqueles que prestaram algum tipo de concurso e conquistaram um emprego, sem contar com padrinhos, parabéns mesmo, certo? Não tiro o mérito.

De qualquer maneira, quero chegar a um ponto só. Funcionários públicos e políticos não passam de empregados do povo.
É assim: eu te pago, você me obedece.

E ao contrário do normal, quanto mais alto o cargo, mais gente manda no sujeito. Quem vota em uma cidade em MG, pode mandar só nos vereadores e prefeito daquela cidade, no governador daquele estado, nos deputados estaduais daquele estado. Ponto.

Agora, daí para cima, você manda em todo mundo. Inclusive no presidente.

Como eu não tou gostando do serviço que meus funcionários tão fazendo, e já tentei, já conversei, já orei por mais empenho, e nada.... sinto informar, vocês estão demitidos!

Lula, desculpa, mas tenho que fazer isso por aqui.

Agradeçam o fato de terem mais milhões de chefes para segurarem vocês, porque se dependesse de mim, estavam no arroz.



postado por: DANIELA DOMINGUES 9:18 AM




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